Johrdelys, Johrmalys e Reybi, naturais da Venezuela, chefs em Brasília

Gastronomia

Johrdelys

A decisão de Johrdelys em deixar a Venezuela e vir ao Brasil foi tomada em família. Em outubro de 2019 ela chegou ao país com suas duas filhas, a irmã, Johrmalys, e o cunhado, Reybi.

O processo, conta ela, não foi fácil e foi motivado pela piora nas condições de vida e pela falta de estabilidade na Venezuela. “A gente sabia que queria deixar o país, mas nos entristecia a ideia de deixar nossa família e não saber quando voltaríamos a vê-los”, relembra. Para custear a viagem, Johrdelys e a família precisaram vender alguns bens, como eletrodomésticos e até mesmo um veículo.

Quando a família chegou em Brasília, Johrmalys recebeu apoio do instituto Migrações e Direitos Humanos (IMDH) para começar a empreender. Em seu primeiro negócio, ela vendia pão de presunto e queijo, pão de bacon, bolos e cupakes. Três meses depois do início das atividades, a pandemia da Covid-19 derrubou as vendas de Johrmalys. “Com o começo da pandemia ficou tudo parado. Então nos juntamos e começamos a pensar o que podíamos fazer”, relembra Johrdelys.

A decisão para abrir o Margarita Divina, novo empreendimento da família, foi motivada por um nicho de mercado identificado pelo trio. “Um dia saímos para buscar um novo ponto de venda, e enquanto caminhávamos no Eixão, vimos as pessoas fazendo exercício e correndo. Ali pensamos que vender bebidas geladas seria uma boa ideia”, conta ela, que concilia as atividades do empreendimento com o trabalho em uma rede que vende empanadas argentinas.

Atualmente, Johrdelys, Johrmalys e Reybi mantêm um food truck de sucos naturais no Eixão – avenida que cruza o plano piloto da capital federal. O empreendimento por enquanto funciona apenas aos domingos e tem como maior clientela os brasilienses que fazem exercício ao ar livre, assim como famílias que frequentam a Praça do Cruzeiro. Entre as delícias que estão no cardápio do Margarita Divina destacam-se o suco de melancia com limão, abacaxi com hortelã e as bebidas tipicamente venezuelanas como a cocada, que leva leite condensado, coco ralado e leite de coco.

Para o futuro, os empresários estudam incluir empanadas venezuelanas e argentinas no cardápio, para cativar ainda mais clientes. “Nosso sonho é criar uma cadeia de foodtruck com a nossa marca, para vender sucos e comida estrangeira”, conta Johrdelys.

(Texto incluído na plataforma em Julho de 2021)